quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Carvão ou jóia?

Hoje não estou num bom dia. Ou pelo menos não deveria. Não é fácil aceitar que outra pessoa, que não eu mesma, possa tentar definir trilhos para a minha viagem. Definir os destinos, as estações, as paradas, quanto tempo e onde. Até porque, se me conhecesse bem, saberia que minha estrada é de chão , feita de lama e buracos, de paradas inusitadas, de surpresas a cada curva. Saberia que sou off - road.
Já sabiamente disse o romântico incorrigível (graças a Deus!) Fernando Pessoa: "...vou lendo como páginas, meu ser. O que segue não prevendo, o que passou a esquecer".
Então, me pego de novo usando essa imagem. É carvão, transformado em linda jóia. Isso que sou, isso que quero ser: pedra bruta que, se bem lapidada, acha seu real valor.

3 comentários:

  1. Intristece saber que pessoas como você não recebem o devido valor...és jóia, sim, e de rara beleza - interna, externa, olhos e vida. E complexidade, dessas que a gente morre de vontade de conhecer...

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  2. Medo devem ter os que não conseguem te decifrar. Te conhecer, assim, sem mapa, sortudo aquele.

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  3. É muito bom te ler , te saber pulsante.
    Fernando Pessoa , e eu ficamos felizes pelas apresentações , desde antes....muito antes dessas simples palavras.
    Feliz por existir o belo Édipo , e sentir que a Cristina espera.....
    Bjs...continue sempre

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