segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

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Deveria começar meu post de hoje dizendo: estou fechada para balanço. E ai vou me contradizer na frase que me norteou na semana passada - metade silencio, metade vulcão. Hoje sou inteira silencio. Um silencio interno, uma perda total da fala, se me expor, de me concluir. Hoje recomeço, mais uma vez, a grande jornada em busca de mim mesma, em busca da Joyce por vezes rasa que ando me tornando.
Alguns , dos raros que me conhecem bem, dizem que tenho gula pela vida. Estão certos. Mas não uma gula desmedida, sem sentido -comer por comer a vida -, mas uma gula pensada, calculada, amaciada pelo tempo. Uma gula pelo que sei, pelo que não sei, pelo que quero saber. Uma gula por mim mesma. E hoje entro nela, mas de forma diferente: me calo diante da sabedoria do outro que me vem para aprender mais sobre mim mesma, sobre meus potenciais e fraquezas, belezas e feiuras. Do que sou e do que poderei ser. Um passeio pelo interior do meu vulcão, passeio silencioso e forte, e já preparando para mais uma erupção do meu ser.
Tenho gula, sim, mas de ser inteira, não metade, nem meio termo, nem rasa. Eu, como sou: puro fogo interno .

4 comentários:

  1. Que es puro fogo interno, nenhuma duvida. E se esse balanco for para nosso deleite, que assim seja! Mas te cuida, te quero muito bem, inteira , linda e viva, mais viva que nunca! bjs Luis

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  2. ...Vulcao, es... Sentimos todo o teu calor e tua energia aqui nas Simples Palavras.So nao tente ser perfeita, porque ai estraga rsssss

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  3. Caiu o silêncio nesta noite de aquém-mar. Escrevo-te nestas palavras que me fogem e que não sei mais como as deter. Olho pela janela que insisto em manter aberta e admiro a beleza deste céu negro. Detenho o olhar. Respiro fundo e sorrio. Uma estrela, um brilho mais intenso... A badalada do relógio soa meia-noite e trinta minutos. O tempo detem-se por um breve momento. Olho de novo pela janela e juro para mim mesmo que o seu brilho aumentou. Mais que uma estrela tornou-se em vulcão, no calor, na luz geradora da própria vida. E então, numa perfeição divina, as tuas palavras unem-se a mim: "metade silêncio, metade vulcão".
    É esta a noite, igual a tantas noites dos séculos. É este o momento em que silêncio e força se tornam perfeitos nestes meandros da criação que és tu mesma.
    Tento entender todas as mulheres que encerras em ti e, mesmo sabendo que nunca o conseguirei, vivo-te intensamente nas dualidades que te dão vida e me dão vida também.
    Fecho a janela e deixo que o tempo volte a correr. Sorrio-te de novo. E para mim, neste meu universo tão estranho, tão intimo, descobro, mais uma vez, que te reconheço e me reconheço em ti.

    Não sei que estrela senti hoje, mas para mim essa estrela ganhou um nome. O teu. Encontrar-te-ei para sempre.

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  4. Agora, caminhando, lembrei-me de você e suas palavras...enquanto eu escutava O Teatro Mágico como sempre minha paixão pela poesia "cantada"! Escolhi a parte de uma música muito linda, prá te presentear essa semana : "...tua palavra, tua história
    tua verdade fazendo escola
    e tua ausência fazendo silêncio em todo lugar
    metade de mim
    agora é assim
    de um lado a poesia o verbo a saudade
    do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim
    e o fim é belo incerto... depende de como você vê
    o novo, o credo, a fé que você deposita em você e só..." (O Anjo Mais Velho - O Teatro Mágico)

    Beijos prá ti! Ana.

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