terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Refém



Perguntaram o que me atrai nas pessoas, homens e mulheres, e , enquanto esperavam duas explicações, as dei, numa só. Sinto uma atração incrível, quase um fetiche, pela sabedoria. Mas não uma sabedoria matemática, estudada, calculada, perseguida. Assim como das outras tantas coisas da vida que me atraem, gosto do saber fácil, do saber simples, sem máscaras ou rodeios. Não a gosto desenhada, ensaiada, e sim da que vem de dentro, que sai fácil pela boca e pelos poros, que se mostra aos olhos. Sabedoria essa vem da vida bem vivida, de um coração aberto, de uma alma poeta, realizada ou não. Gosto das palavras bem ditas (benditas!), bem posicionadas, disparadas na hora certa (mais lindas quanto menos esperadas!) de forma mansa ou galopante. Amo as palavras sem censura, que me desconcertam e me fazem calar, jóias raras.
Amo as palavras que me freiam e me deixam sem voz. Quando lidas, são mais fáceis de disfarçar meu encanto: leio, degusto, respiro, alivio meu delírio. Mas quando ouvidas - e ai , confesso, acrescento minha hipnose pelo timbre forte, masculino ou feminino - entram em mim como que escorregadias, selvagens, não domáveis... e me fazem refém. E eu, me entrego, como sempre, de corpo e alma.

5 comentários:

  1. Muitas vezes te entendo, sua aversão a este mundinho pequeno que te rodeia. Tens a alma livre de censura, e isso é uma raridade e uma barreira, imagino. Mas nos dás uma sensação de esperança, de luz no final do túnel. Que bom seria.......

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  2. Luz? ele é muito mais que isso.........e nos apaixona a cada texto pela sua entrega à vida....nao se eonvolve pelo mundinho porco e pobre ai de fora...........

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  3. ela, ela, aiaiaiaai erro grave!! scuse mia princepessa...........

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  4. De te calar, gostaria, pelo simples fato de estar ai, na tua frente e me sentir, pelo menos uma vez,menos vulnerável ao teu lado....bjs

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  5. Brincas com as palavras como de fossem crianças soltas, livres, e por isso, felizes. Elas ganham um colorido especial nos teus textos, ganham vida própria, e nos cantagiam com toda a beleza - delas e tua!Lindas, palavras e tu!

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