terça-feira, 10 de março de 2009

Descoberta

Sinto-me lisonjeada por alguns predicados que recebo sobre mim mesma. Dão uma visão, por vezes poética, por vezes real e fria, do que sou aos olhos do outro. Recebo-as, acolho-as em meu ser e desfruto, na medida do possível, dos sabores que me trazem, por vezes doce, muitas vezes ácido.
Descobri que sou o que penso ser: sou fada e bruxa, sou mulher inteira e criança, sou madura e infantil. Estou feliz: isso demonstra que consigo passar ao outro o que realmente sou, essa mistura de calmaria e vulcão, de amada e amante, dominada e dominadora, vencedora e refém, guerreira e escrava. Sou duas - ou muitas - em uma só. E elas dançam e brincam o dia todo comigo , com minhas palavras, com meu gestos, com meu ser. Deixo-as livres... só assim crescerão fortes e sabedoras de si mesmo, e serão uma só, única e inteira,
quando eu resolver , enfim, sossegar.
Descobri que tenho cheiro de terra recém molhada pela chuva. E isso, tão poético, me basta por hoje.
Sigo feliz.

4 comentários:

  1. Linda foto, lindo texto, ambos tem a tua alma neles contida. Espero que saibas,que tenhas consciência de que procuramos aqui, todos os dias, um alento...e nos dás! Bjs

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  2. "...essa mistura de calmaria e vulcão, de amada e amante, dominada e dominadora, vencedora e refém, guerreira e escrava. Sou duas - ou muitas - em uma só". Que bom que sabes de tua beleza plena!

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  3. AMEI a imagem e o texto, bem a tua cara! que sorte poder ter o prazer de tua amizade. Assim, quando te transformares em famosa escritora, poderei me gabar: ela é minha amiga !!!rssssss Sandra

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  4. Carlos Maurício Duartequinta-feira, 12 março, 2009

    Tuas palavras continuam em meu peito.
    Teu perfume de terra molhada continua na minha cabeça.
    Teu sorriso continua em meus olhos.

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