segunda-feira, 23 de março de 2009

Desterro

Consta no calendário que hoje é aniversário de Florianópolis. Estive lá neste final de semana e não canso de olhar suas belezas - lugares e pessoas. Minha querida Vila de Nossa Senhora do Desterro, como gosto de chamá-la, me atrai, feito imã. Neste nome, seu antigo, minha homenagem, pois acho mais doce, mais compatível com a idéia que me passa de vilarejo onde posso me encostar.
De vilarejo que me banha com sua luz.
Sinto-me em casa quando entrego-me aos seus braços. Sinto-me bem recebida feito colo de mãe. Recebe-me morna e alegre. Recebe-me com seu sotaque feliz. Afaga-me com sua alegria pueril. Faz-me rir à toa. É, decididamente, meu Porto. A Vida , que pensa a mesma coisa, acha que esse amor já vem de outras vidas, que vem de muito além, que vem de muito antes. Acho mesmo que a culpa de tanto amor vem dai, da forma que a Vida me ensinou a amá-la, amar cada pedacinho seu, cada passo que dei ali, com ela. Amar cada igreja que conta histórias, cada cheiro que vem das ruas, cada detalhe de sua natureza, cada vista de sua beleza. De mãos dadas com a Vida, reconheci cada terreno, me encantei com cada palavra, explorei cada recanto, cada pedra banhada pelo mar. Com a Vida, aprendi a amá-la mais, como própria casa, como meu lugar para voltar.
Já posso, então, dizer que tenho dois amores infindos, incutidos neste mesmo amor : meu porto chamado Floripa e meu amor pela Vida. Encanto, doçura, atração, saber-me viva. E a sei.
Quem sabe um dia encontramo-nos, as três, a linda Desterro, a Vida e eu, para enfim celebrar o que é viver!

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