terça-feira, 24 de março de 2009

Janela

Hoje, vindo para São Paulo, lembrei do texto que falei outro dia sobre o sentar a janela, como forma de ver a vida de um melhor ângulo. Vi. Foi uma bela viagem, extremamente prazerosa. Nuvens densas, continuas, mais pareciam um colchão de algodão doce. Degustei cada minuto. Deliciei-me com o que vi e senti. Lembrei da imagem de anjos de cabelos crespos e sorrisos estampados. Lembrei-me de gargalhadas e folias sem porque. De tardes de chuva e bolinho com açúcar. De noites de sopa e pão de casa. De banho quente e pijama cheiroso.
De beijo, na testa, de boa noite.
Descobri que felicidade tem gosto de criança, de infância, gosto de quero mais. Tem cheiro de roupa limpa e perfume no ar. Vou ficar mais atenta as janelas que a Vida me abre e ver nela tudo que tem de bom para me dar.

Um comentário:

  1. Guria! Já te falei e digo de novo! Estás cada dia que passa, escrevendo com mais refinamento. A mãe - escritora - certamente observa tudo silenciosa, orgulhosa. Beijos. Ma

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