quarta-feira, 22 de abril de 2009

Eu

Estou eu aqui lendo sobre ego, id, superego, que só Freud explica. Eu bem me sei, quando me abro para reconhecer-me. Sei também do que não quero mostrar, tantas coisas. Sei do que sou, sei do que gostaria de ser, sei do como me veem pelo mundo afora. Conheço - mas nem sempre reconheço - minhas Joyces. Muita gente, ao primeiro contato, acha-me exclusa, afastada, inatingível, e depois se assusta ainda mais (rss).
Ou me entende e até se admira de minha abertura frente a vida.
Não tenho pre -conceitos a não ser pelos que me impõem. ..e estes, adoro quebrar. Tenho conceitos abertos. Mudo de opinião - sobre o outro e sobre as coisas, todas - ao menor toque de Midas, ao menor toque da Vida. Isso me faz crescer, abrir -me mais ainda para o mundo.
Não gosto de máscaras, apesar de achar que, vez por outra, são bem práticas nos jogos impostos. São estratégicas. Mas estou lá, euzinha, bem atrás dela, inteira como sou. E ela se deixa cair a menor abertura. Afinal, não sei ser outra, a não ser eu mesma. Como já cansei de dizer aqui, não sei ser metade nem quando sou má. Entrego-me, toda, sem o menor aviso, sem escudos, sem senões. Aberta, escandalosamente escancarada muitas vezes, peito aberto, pronto para o golpe. Mas posso ser reclusa, sei ser, conforme vejo no outro o seu escudo sobre mim.
E ninguém mais que meu poeta além-mar, Fernando Pessoa, para resumir o que penso:
Para sêr grande, sêr inteiro
nada teu exagera ou exclui
sêr todo em cada coisa
põe quanto és no mínimo que fazes;
assim em cada lago, a lua toda brilha porque alta vive.
Sigo, então , com máscara ou não, dando ao mundo o meu melhor.
Quem sabe assim a Vida me reconhece como sua lua própria e me faz brilhar ainda mais?


Um comentário:

  1. Deliciosamente escancarada, eu diria......teus textos são pedaços de tua alma!

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