domingo, 26 de abril de 2009

Sementes

Estava lendo um texto sobre a concepção das ideias, de como uni-las e montar um bom texto. Lançá-las, colocá-las no papel ou na tela, sentir as ideias fluindo ao deslizar da caneta ou ao som das teclas. Uní-las, feito canção de roda. Dar sentido a elas. Entrelaçá-las. Tecê-las feito manta que aquece meu ser, minh'alma.
Amá-las e me entregar a esse amor.
Regras à parte, reconheço minha facilidade. As ideias, muitas, vem a todo momento. Pulsam em mim. Cutucam-me a todo instante. Riem de meu desespero quando não posso anotá-las. Brincam como minha pressa em entendê-las. Fogem ao menor descuido, brincando de esconder. Para mim, escrever é transformar palavras em sentimentos. Transformar sentimentos em palavras. Lapidá-los, sentimentos e palavras, feito ourives. Mais que terapia: deleite, anistia de mim mesma, entrega. Vou mais longe: gozo de mim.
Ideias povoam minha mente feito sementes germinadas, inúmeras, vivas, brotando a toda hora.
Abrem-se para a minha deliciosa Vida, que as recebe feliz. São meu alimento, meu próprio ser.

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