terça-feira, 26 de maio de 2009

Culpa

Ai, as culpas, sempre elas, a nos perseguir, desde Eva.
Do acordar ao de novo deitar, do sol à lua, lá estão elas a me acompanhar. Na vida , nos pensamentos ou até em sonhos, péssimas companhias. Maltratam-me e me ferem. Muitas vezes seguram-me feito amarras. Ou tampos na boca.
De onde vêm? Será que vêm do parto ou até da concepção não esperada? Será que vem de uma criação do não se fazer presente? Do eterno obedecer para um simples não incomodar? Do ser sempre correta e digna?
Do famoso sempre fazer o bem sem ver a quem?
Ai, as culpas, péssimas companhias. Se pudesse, trocava-as, todas, por afagos e abraços de aceitação,
do que sou, do que fui, do que serei.
Mas a sabedoria de muito me vale, além das rugas no rosto. Recebo-as, as culpas, todas, gentilmente, educadamente e até de cabeça baixa. Convido-as a sentar. Converso com elas. Tiro delas todo o proveito. Peso-as na balança do dia. Vejo o que me sobra de bom, nem que seja uma única dica. O que resta, o lixo, reciclo, já que está na moda fazê-lo. E transformo-as em lição de vida, destas que ficam na gaveta e nem sempre lembramos dela. Mas está lá, nem que seja para nos lembrar de nossa tolice de guardá-la.
Vermelha e grande. Minha maçã.

3 comentários:

  1. Tua culpa, máxima culpa, é só uma: a de nos fazer apaixonados pela tua beleza completa...Tens uma pureza de pesnamento tão intensa que te exibe de qualquer dúvida. O céu te espera...nem o paraíso será o mesmo depois de tua chegada que, espero, esteja bem distante... ainda tenho muito o que te amar...

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  2. Culpa tens de ter olhos tão hipnotizantes e palavras tão sábias!! Só! e disso não tens como te redimir!

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  3. C aminha na vida sempre
    U sando teus atributos vários
    L utando contra a corrente
    P ulando todos os obstáculos
    A inda que nunca errasses
    N ada te haveria de condenar
    À vida sempre reage
    O nde puderes ser e estar
    E sempre goze do ultraje,
    X odó pode ajudar
    I sso te ensina a vida
    S empre no que preciso for
    T ua mão não fará nada
    E nquanto não aprender o labor
    GL

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