quinta-feira, 21 de maio de 2009

Sampa de hoje

Sampa. Estar por aqui me faz, por vezes voltar no tempo. Um tempo melhor - ou eu menos chata em relação à vida. Vinha muito a São Paulo quando tinha meus quinze anos. Depois aos vinte, atrás de sonhos.Tudo parecia tão lindo, tão grande, tão glamouroso. Tudo tão novo. Tempos bons da chique Rua Augusta e seus arredores, show de manequins intocáveis. Oscar Freire, Alameda Franca, Av, Paulista. Hoje seu glamour está apenas nos jogos de Banco Imobiliário. São sonhos de compra com dinheiro de mentira. Nas ruas, sujeira, embustes, pobreza, tudo misturado a parcas vitrines que teimam em ficar.
Onde está o glamour da cidade? Este, endeusado nas revistas? A meu ver, enclausurado nos shoppings e mansões verticais. Nas lojas com segurança na porta, talvez. Nos restaurantes com valet, quem sabe. A minha São Paulo que tanto amei - um amor à pé e sem juízo, não existe mais. Decerto foi fazer companhia às minhas memórias juvenis.Ou está perdida em algum boteco de esquina.
Talvez seu charme esteja nos bares de comidas bem servidas, nos cafés bem localizados. Com certeza nos museus e suas grandes exposições, nos vãos da arquitetura de Niemeyer e Lina Bo Bardi, nos Copans e Masps perdidos nas ruas lotadas de carros e gente sem tempo para vê-los. Estão lá, estão por ai as belezas da São Paulo que cheirava a café. Pena não termos tempo para adimirá-las, nem bolso para bancá-la.
Por essas e outras que falo que amo São Paulo: em feriados e domingos!
Talvez pelo senso de ontem...

Um comentário:

  1. Pois pra mim, caminhar no Ibirapuera ainda é um programa que não dispenso pois, além de ser gratuito, desfaz o stress da cidade gigante....

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