sexta-feira, 29 de maio de 2009

Sou


Sou um pouco Elis, um pouco Leila, um pouco Anita, mulher brasileira.
Mesmo de pele tão clara e voz delicada, sinto-me assim. Forte. Mas não um forte de bater na mesa. Um forte de delicadeza, de bem pensar, de me mostrar sem escancarar, sem bater portas, sem berrar. Não tenho microfones, nem charme explícito, nem guerras a declarar. Mas sou intensa, sim, mesmo que isso só se reflita dentro de mim, ou aqui nestas páginas, onde por vezes me contenho para não me entregar por completo,
não me devassar.
Não sou tudo o que queria ser. Ou como queria ser. Não tenho como. Não sou um organismo livre por completo, ninguém o é. engrenagem de uma máquina que não pode parar. Não temos como ser por completo os nosso sonhos, nossas vontades. Não temos como viver nossa vida por completo. As regras não deixam. Mas eu as combato, extrapolo da melhor forma. Contorno os obstáculos, convivo com eles, deles tiro textos e vida. Releio as leis, estudo-as só para saber como burlar. Tenho me especializado nisso, e ai está meu prazer. O do bom combate, pela palavra bem dita, pelo ato bem feito, pelo raciocínio lógico, pela intuição.
Minhas armas são leves, perspicazes. Bem pensadas, traçadas a mão e coração.
Podem até ferir, mas cicatrizam bem.
Sou um pouco Elis, um pouco Leila, um pouco Anita.

Sou exagerada, do ato à gargalhada. Sou intensa, do olhar ao delírio.
Sou eu, sou mulher, de corpo e alma. Um ser completo que só a Vida sabe e gosta.
Que mais posso querer?

2 comentários:

  1. Acertastes em cheio: és, sim, uma mulher tão marcante quanto elas, não deixas nada a desejar. Entregas-te inteira á vida. Tua intensidade emociona, faz a gente vibrar diferente perante ela.
    Uma luz, é o que és! E linda!!!!!

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  2. Ah...já mudei tantas vezes de nome para te agradar.... e se só a vida sabe de ti e te gosta, meu nome é Vida!

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