sábado, 13 de junho de 2009

Meu


Amar e ser amada é, pelo menos para mim, a coisa mais deliciosa do mundo. Mais confortante, mais real, e ao mesmo tempo mais difícil de reconhecer. Seja qual for esse amor, de pai e mãe, filho, amigo ou amante.
E tão dificil de descrever... e muitas vezes de entender. Um desprendimento,
um querer maior que a nós mesmos. Mesmo sem sabê-lo.
Mas hoje vou falar dos amores que se escolhe, não dos que nos vem. É primordial que o reconheça, que o assuma, mesmo que só em íntimo pensamento. Que se traga para dentro do peito para fazer morada. E aí, todos os dias, dele bem cuidar. Sentir como se fosse parte de nós. Ser em nós. Sentir sua presença constante, mesmo à distância. Senti-lo ao lado, junto, sem vê-lo. Mas sabê-lo junto, sempre, em qualquer ocasião.
Falo de um amor que não cabe em palavras, muito menos em explicações. Apenas vive-se. Inteiros e entregues. Alimenta-se dele, sem tirar-lhe as forças , e sim, fortalecendo-o.
Ah, viver esse amor é bom demais. Recarrega. Reforça. Rejuvenesce. Nos faz vibrar por inteiro. Mantém a nossa chama interna sempre acessa. Mantém nossa plena atenção na Vida.
Se tenho um amor assim? Claro, desde a Nascente.

Um amor que vive em mim, hoje e sempre. Fortalecido no Domo e esperando o momento sublime em que a Vida irá nos acolher...


Eu quero um calor no inverno,
um extravio morno de minha consciência e depois,
sem som,um sonho calmo, um espaço enorme,
como a lua rodando entre as estrelas.
Fernando Pessoa

Um comentário:

  1. "Falo de um amor que não cabe em palavras, muito menos em explicações. Apenas vive-se. Inteiros e entregues. Alimenta-se dele, sem tirar-lhe as forças , e sim, fortalecendo-o". Nem precisaves dizer isso, nos alimentas todos os dias, de forma platonica e por vezes invejavel....

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