sábado, 6 de junho de 2009

Estrangeira

Descobri um dos tantos porques eu gosto tanto de viajar:
o sentir-me "estrangeira", sentir -me como "outra", como desconhecida, "não em casa". Gosto de experimentar - coisas, conversas, línguas, pessoas, palavras, caminhos, lugares, comidas. Gosto do novo, do inusitado, do provocativo. E até da insegurança, da instabilidade que o novo traz. Misto de medo e mistério.
Perder-me de mim.
Ser uma personagem.
Ou ninguém, frente a tantos. Sem nome, sem títulos, sem rótulos, sem passado. Aventurar-me e me deixar aventurar. Estar livre, solta das amarras do dia a dia, dos caminhos de sempre, dos horários impostos,
das tarefas infadonhas.
Ver e viver novas coisas. Vivenciar outras coisas, respirar outros ares - novos, refeitos. Talvez esse sonho já tenha começado desde sempre, nas infinitas horas que passei falando sozinha, sonhando planejando, "viajando"enquanto olhava, atenta, ao mundo cerscer ao meu redor.
E eu nele.
Talvez viaje desde sempre, quando ainda sentava ao sol vendo a vida passar. Ou desde os tempos de muito caminhar de mãos dadas com a Vida.

2 comentários:

  1. Ainda tens, e muito, daquela menina sonhadora, agora uma interessante e inigmatica mulher.Meu sonho de consumo.

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  2. Viajas todos os dias aqui, mala repleta de palavras. Vais longe, sinto isso. Entregas-te de tal forma aos textos e aos sentimentos neles contidos que, imagino, são como lindas viagens, mesmo com os pés no chão. Eterna viajante, que nos encanta com suas lembranças das mais belas viagens. E cada vez melhores.
    Sempre bom viajar contigo! Bjs S

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