sábado, 20 de junho de 2009

Out

Ontem fiquei sem Internet. Parece uma coisa tão simples, um fato a mais num dia que já amanheceu complicado. Dei-me conta de sua importância na minha vida. Se fosse um final de semana, ou as tão sonhadas férias, que bom seria (apesar de que não passei um só dia sem postar aqui meus delírios...). Mas em dia de semana - e sexta! - motivo de dor de cabeça a apreensão. Meu mundo não estava on-line.
Parei para pensar em como ficamos sem isso tanto tempo. Um mundo todo ao alcance dos dedos velozes e dos olhos curiosos. Basta um nome na busca e infinitos textos e imagens para nos absorver
(deveria ser o contrário...).
Basta um sim e um novo amigo surge, sabe lá de onde. Basta um toque e chamamos alguém de longe, muitas vezes desconhecido, para um alô. Gargalhamos com ele ou dividimos nossas angústias transformadas em palavras. Falamos com alguém que vive além mar como se estivesse aqui na nossa frente. Trocamos ideias, percepções e confidências sem pestanejar. Namoramos. Apaixonamo-nos. Matamos a saudade dos que amamos e estão fora do alcance de nossos beijos, todos eles.
Internet tem sua serventia, penso. Traz nosso amigos para bem perto, mesmo sem o calor do toque. Torna nosso mundo vasto e simples. Amplia nosso horizontes e nossa visão da vida.
Quem sabe nos ensina o verdadeiro caminho de amar. Um caminho do entendimento, das boas palavras, da convivência sem amarras. Do bom conhecer. Do entregar-se sem preconceitos. Pouco importa se sou baixa ou alta, gorda ou magra. Minhas palavras saem fáceis pois meu corpo não participa. Fica em segundo plano, sem o uso das caras e bocas.
Não tenho anseios de bem agradar.
Ali, sou eu mesma. Sem máscaras a me travar.

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