segunda-feira, 8 de junho de 2009

Segunda


Uma nova semana começa, já curta. Tem feriado por ai.
Agenda cheia, acúmulo de tarefas que não podem esperar.
É segunda, eu bem sei. Meu começo é lento, não dá para acelerar. Já disse aqui que gosto das segundas para me organizar, montar estratégias, fazer listas. Sou a rainha das listas - que faço por fazer porque
meu lado prático resolve as coisas como quer, sempre.
Bom, hoje é segunda, não há como fugir. Um início - que aliás já foi ontem. Lista pronta em minha frente: casa, filho, família, trabalho, estudo. Vejo que não deixei espaço para mim. Não deixei espaço para ser eu mesma. Não estou na minha própria lista de atividades. Não porque tenha me esquecido. Muito menos porque não me dê valor, mas porque são prioridades. Exatamente porque me amo, não listo as coisas que me deixam feliz. Ou que preciso. Porque delas eu sei, não preciso lembrar. Faço questão - ou pelo menos tenho feito - em me dar gotas de felicidade de forma homeopática, feito os florais que tomo.
Dou espaço para a felicidade tantas vezes ao dia quanto necessário. Abro-me para elas. Desconheço overdose disso. Nunca ouvi falar em efeitos colaterais. Pode ser um e-mail que mando ou que recebo. Um texto que me vem e escrevo. Uma conversa animada, real ou virtual. Um telefonema não esperado no meio da tarde. Um recado no celular. Um beijo roubado de filho, ou de amor.
Um novo apelido que ganho.
Um comentário que recebo. Pessoas em forma de flores.
São tantas e tão fáceis as maneiras de me fazer feliz que nem caberiam em uma lista.
Meu dia é um desenho, feito à mão com lápis de cor.
Tenho nele todas as cores do arco íris.
Faço dele um belo desenho do dia para, à noite, sonhar colorido...

Uma coisa eu sei sobre os começos.
Os fins estão sempre lá.
Uma coisa eu sei sobre os fins.
Não há nada nos começos que os impeça a chegada.
E as linhas vão trocando cores inevitáveis.
Ane Walker

Um comentário:

  1. Bom saber que se faz parte, mesmo que ínfima, de tua felicidade.Estou aqui, todo dia, mas não para te tratar e sim ME tratar.És meu alivio diário, onde me abasteço para aguentar o que chamas de "mudinho parco"...Vício ou subsistência?

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