domingo, 12 de julho de 2009

Eu

Gosto - amo, na verdade - de saber o que pensam de mim, como me vêem, como me descrevem. É sempre uma surpresa - e veja , essa pode ser agradável ou desagradável - ver-me refletida na palavra do outro, na visão que o outro tem de mim. Muitas vezes acho graça - já me tacharam de chique e de arrogante - e outras tantas levo a sério. Em resumo: guardo o que me basta e que me serve, nego o que me reprime ou me isola.
Desta vez, descreveram-me como uma " mulher de mil faces, uma mulher complexa, que não se conhece de um dia para o outro". Que seria necessária uma vida inteira para decifra-me, para ser "cúmplice dessa complexidade". E completaram: "e o mais assustador, é, que
és ao mesmo tempo uma mulher simples...".
Assim me vejo, não com mil facetas, nem complexa. Talvez aberta a cada mundo que se expõe em minha frente. E sim, muito mistério, pois nem eu mesma me sei. Ou não quero revelar, nem a mim. Prefiro assim: que eu seja uma surpresa para mim mesma, um descobrir para o outro. Assim, mesmo a Vida, que diz me conhecer a fundo,
não cansa nem desiste de mim!


Um comentário:

  1. Eu daria tudo por uma bela supresa dessas todos os dias. Surpreende-mes a cada texto,deixas-me sem folgeo por vezes, ou sem razão... melhor seria se fosse na vida...

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