sexta-feira, 31 de julho de 2009

Porquês

Se tem uma coisa que adoro, mesmo que me assuste à primeira vista, são os assuntos que não domino. Amo ouvir falar e ver as ideias novas adentrando em meu cérebro e deixando-o em uma espécie de pânico, um pânico sóbrio e sadio. Imagino meus neurônios estupefatos ou sentados em uma grande biblioteca a correr atrás de respostas, como se fosse um grande jogo.
Mais ainda quando sou instigada a pensar sobre eles: o que é realidade? e a linguagem?o que é comunicar-se? Perguntas que se parecem simples, mas tente definir, apalpar, segurar entre as mãos e parecem vento. As palavras vêm e fogem. Não são definíveis como pretendíamos. Nem nós, por nós mesmos.
Paro para pensar que nada é assim facilmente definível. Por isso nada é consenso. Por isso há o debate diário entre quem quer se expressar. Por isso as discórdias, aceitas ou não. Por isso os egos se degladiando. Por isso esse constante pensar em minha mente. E o constante rir-me disso.
Entendo agora - um pouco, rss - porque muitos entram em estados de segregação interna. Muitos se fecham. Deve ser ou porque discordam de tudo, ou porque amedronta-lhes a ideia de não saber. Amedronta-lhes a ideia de não ter as respostas.
E eu vos digo, simples mortais:
que se danem as respostas pois, como dizem brilhantemente por ai ,
o que nos move são as perguntas...

2 comentários:

  1. Acho bárbaro esse teu enfrentamento leve das coisas. Tua leveza me encanta!Como tudo em ti!!!!!
    Bom dia, mulher da minha vida!

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  2. Sempre sábia, voce...e linda!

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