quarta-feira, 15 de julho de 2009

Protegida

Proteção, de onde vem? Entre olhos gregos, velas e santos, fico com todos. Não que me limitem, nem que direcionem meu dia, mas é como se, na fixação de pensamento neles e em meus pedidos, eu me concentre para mais uma jornada.
E não o faço em vão - na maioria das vezes penso nos outros. É como uma parada em meio ao dia atribulado, uma concentração de energia, uma união de forças de dentro de mim. Um fixar o foco, logo cedo, nas coisas de maior importância. Como um agendar dentro de mim. Um organizar-me no que o dia tem de mais forte. Ou em quem está ainda
mais necessitado do que eu, tantos.
Meu anjo da guarda é meu guia. Vejo nele um companheiro, meu lado masculino, uma Joyce dentro de mim que me mantém na linha. Não tem forma, nem sexo, mas sinto toda a sua alegria e sua proteção em nossas conversas, sempre em hora quieta e reclusa. Levo puxões de orelha ou incentivos, muitos. Peço conselhos, reclamo. Conversamos muito, rimos ou choramos juntos, com as mais diversas situações. Um amigo, que sempre está ali quando eu preciso. Um guardião full time. Um amigo que não me larga.
Bom dia, meu anjo da guarda!
Meu dia começa e está de agenda lotada. Teremos várias reuniões de guardiões de outros pelo dia todo. E estou sossegada, confiante. Sei que estarás do meu lado, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, por todo o passar do dia. E que vais me ajudar a enfrentá-lo
com meu sempre e belo sorriso no rosto.
E meu olhar maroto.

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