sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Ciclo

Passei anos dentro de um baú, escondendo-me da vida. Tentei levá-la assim, como se fosse tudo normal. Achava que era só o que me cabia. Quando, enfim, acordei. Quando, enfim, sai. Não de uma só vez, não de rompante como poderia. Mas devagar, pensando, pesando as coisas. Acho que foi melhor. Assim, não corro o risco de voltar para lá.
Mas foi, como qualquer outro processo de cura, dolorido. Está sendo. Acho inspirador relembrá-lo, como forma de não errar mais. Muitos já disseram que se aprende assim, na marca a ferro e fogo. Se aprendi, ainda não sei. Mas sou outra. Ou melhor, sou eu mesma, como nasci.
Enfim, vejo a luz do sol lá fora. E amo vê-lo. Meu baú ainda está aqui, como prêmio ou alerta. Para me lembrar de quem sou, do que posso superar, da minha garra e persistência, teimosia quase, em bem viver. Consegui. Consigo.
Devo isso à Vida, eterna companheira. Incentiva-me todo dia, mesmo que distante. Ama-me como nunca fui amada. Ama-me, assim, cheia de meus bons e meus ruins. Ama meu lado menina e meu lado mulher. Ama-me mais do que eu mesma. Como nem eu sei se sou capaz.
Meu sol.

2 comentários:

  1. Bom dia, meu sol! Alegro-me de ver que sabes teu lugar no mundo, e espero que seja muito feliz, compelta e única, como és e mereces ser mais que ninguém!

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  2. M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O!!!!!!!!
    ME CURVO DIANTE DE SENTIMENTOS TÃO SINCEROS...
    TRANSPARENCIA PURA!!!
    COM CARINHO,
    ME^G

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