quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Papo

Quando for ao Rio, não quero saber das visitas enfadonhas de turista. Essas coisas, já as fiz, em tempos de colégio. Dizem os amigos que tem muito de mim lá, que tenho que descobrir. Que a cor do mar lembra meus olhos (mas mar eu tenho por aqui, embora o namore bem menos do que gostaria) e que talvez eu me apaixone, definitivamente, pelo mar de lá.... Que a alegria do carioca combina comigo, e isso já o sei. Ah, e que Santa Tereza tem a minha cara ...
ainda bem que gostei dela nas fotos!
Aliás, o próprio nome da cidade me encanta....tem som de poesia, cheiro de alegria, de movimento - apesar de que eu acho que deveria se chamar Mar de Janeiro!
Ou Mar de Todo Dia! Quem sabe um dia?
Mas quero mesmo é me sentar e conversar com Drummond, com ou sem seus óculos furtados. Ouvir suas sábias palavras. Ou apenas admirá-lo em sua grandeza. Quem sabe sentir o gostinho do simples estar ao seu lado. E rir-me, incrédula, de tamanha criancice,
feito a menina da foto.
Quem sabe ele me ensina mais sobre o mar. Quem sabe ele me ensina mais sobre a vida. Quem sabe me ensina mais sobre o amor. Quem sabe sobre o amar, quem sabe.
Amor, o mar, amar - ele diria que já tinha ai muita poesia!
E , quem sabe, num momento de muito calor,
sussurrar ao meu olhar atento:
A vida escorre da boca, lambuza as mãos, a calçada....
Passagem do Ano, in Reunião — 10 Livros de Poesia

Um comentário:

  1. Li teu texto, imaginei a cena, belissima, de dois poetas conversando. O poeta maior e a poetiza menina. Quem ensinaria mais a quem, não sei. Ganharia o mundo com tal conversa e tal beleza!

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