quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Gosto

Em minha caminhada de hoje, sentindo o prazer dos músculos sendo requisitados, pensei, de novo, de quão pouco precisamos para sermos felizes! Uma vida saudável, uma cabeça boa,
um relacionamento atento.
Nada de afetamentos e acelerações, a não ser as do coração. Nada de academias e de dietas especiais, a não ser a do juízo. Nada de casas enormes para cuidar, nem carros complicados de manter.
O simples, sempre ele, rondando-me.
E não é demagogia de minha parte: gosto. Encantam-me as coisas simples, não afetadas, de pessoas a coisas. Um bom dia que alegra, a mão na mão, o beijo na testa. Até nas coisas ditas caras, chama-me a atenção a simplicidade da beleza. O ser belo por ser,
não por impor.
Não sou de fru-frus, nem de dourados. Não sou do brilho. Não sou de recheios e confeitos. Sou do bem feito e bem servido. Sou do puro. Da palavra sincera, da flor bem dada, do afeto espontâneo. Emocionam-me as coisas pequenas, os pequenos gozos, as pequenas fatias de felicidade. Provo-as, encantada, a bocadas de menina.
Degusto-as como se fossem únicas.
Meu alimento.

Um comentário:

  1. São sempre simples, tuas palavras e teus gestos, mas de uma grandeza ímpar! Te amo, menina!

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