segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Sou

"Sou o que quero ser, porque possuo apenas uma vida e nela só tenho uma chance de fazer o que quero. Tenho felicidade o bastante para fazê-la doce, dificuldades para fazê-la forte, tristeza para fazê-la humana e esperança suficiente para fazê-la feliz". Gostaria, muito, e talvez o faça, mesmo que inconsciente, do me espelhar neste pensamento de Clarice Lispector.
Mesmo levando a vida como dá, mesmo deixando de ser a pessoa que queria ser, vejo-me meio Clarice. Burlo o que dá para burlar, brinco com a vida para deixá-la com gosto de doce, faço das dificuldades meu drama de teatro, com ou sem máscaras. Padeço-me das minhas e de outras tristezas com vontade, ponho nelas minhas lágrimas como se, assim, as jogasse fora. Ah, e esperança tenho, muita, para dar e , se pudesse, ficaria rica em vendê-las.
Cultivo uma esperança quase que infantil, e é ela que me faz levantar todo dia com um sorriso maroto na cara. Não me igualo à Clarice, pois que seria uma blasfêmia. Mas me valho de suas ideias para me expressar. Preciso culpar alguém, e ela, tal como é, já deve ter se acostumado a ser levada frente ao juiz, queimada em praça pública. Infantil? Corajosa? Mulher? Não o sei.
Sou, tudo o que quiserem que eu seja. E sou o que quero ser.
Espelho-me na grande dama. E só.
Meu jeito de ser feliz!

Um comentário:

  1. És tudo isso, menia-mulher-corajosa. E nos encantas todos os dias aqui, com tua meninice sábia, tua luz própria. Esquece as Clarices, tão tristes, e vê a tua beleza e teu jeito de ser e escrever!
    Beijos para uma semana bem inspiradora, como a fazes para mim!

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