quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Livres


Na minha caminhada de hoje, andando no meu rítmo e ao mesmo atenta à vida ao redor, notei várias pessoas passeando com seus cães. Uns iam faceiros, cheirando tudo, latindo uns para os outros, parando sem o menor aviso, rabos abanando.
Livres, leves, apesar das coleiras.
Outros seguiam lentos, sérios, ao lado de seus donos, cabeça levantada, corpo ereto, feito compenetrados soldados. Presos, pesados, adestrados.
Pensei em nós, humanos, se gostaríamos. Somos, sim, meio adestrados, para vários assuntos. Seguimos regras o dia inteiro, temos nosso limites, passaportes para a boa convivência com a sociedade. Mais que coleiras, adestramentos.
Doutrinas, dogmas, leis, regras.
Parei para pensar se não seria mais divertido - pelo menos vez por outra - ser como os cães mais soltos, encantadores cães que direcionam a nossa caminhada, a nossa passada - e não nós as deles. Guaipecas da vida. Encantadores de donos.
Talvez achássemos mais graça nesse, por vezes,
marasmo que se chama viver...

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