quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Dois em um

Dia das crianças chegando. Dia de todos nós, eu diria. Porque se tem uma coisa que me mantém feliz é meu lado infantil, pouco explorado ultimamente. Gargalhadas bem dadas, brincadeirinhas com o filho, correria atrás do cachorro, deter-me a olhar flores e coisas pelo caminho. Seguir rotas de formigas. Sorrir, sempre e muito. Amo. Renova meu ser. Devia me dar mais chances como estas. Devíamos. O mundo adulto é seco, pobre de felicidade.
Não me alimenta, não me serve.
Notei como faz bem ser criança quando fiz um trabalho voluntário em um lar assistencial. Dava "aula" de leitura. Recebia a todos, entre 6 e 12 anos, contava uma história, emprestava livros, pedia para que contassem as suas. Em cada beijo bem estalado, renovação de minhas células e de minh'alma. Faz-me falta. Pretendo voltar. Não sei se por elas ou por mim.
Sai por "falta" de tempo ou pelo coração mole. Levaria umas tantas para minha casa de bom grado, mesmo sabendo de que isso é pura ilusão. Não sou assim tão entregue, tão disposta como mãe. Tenho, assumo, várias limitações neste campo.
Sou egoísta demais para isso.
Segunda é dia das crianças. E na padroeira do Brasil. Quem sabe rezo a ela pedindo para manter meu espírito eternamente jovem.
Serei eternamente grata.

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