quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Tudo

Filho em casa, quebrando a rotina. Você acorda, "programada" para fazer suas coisas e ele está ali, pedindo atenção. E levantou a mil: já tomou café, já cuidou dos bonzai, já deu a volta com o cachorro, já dançou na minha frente tentando me fazer rir.
E eu tonta, já, com tanta energia! E eu, aqui, ainda tentando acordar ...
Revejo as infinitas brigas internas que tive nessa vida, entre a mãe e a profissional. Entre a mulher que queria silêncio e a mãe que escutava o filho.
As tantas e tantas culpas engolidas, sufocantes, que nem me cabem mais.
Aliás nós, mulheres, alimentamo-nos delas, das culpas. Das enfadonhas culpas de não sermos as perfeitas, mulheres mutimídia diria. Mãe, mulher, amante, profissional, dona de casa, enfermeira, terapeuta, massagista, veterinária, professora. Muitas, muitas em uma só. Multimulher. Tudo. Pelo menos para os outros...

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