segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Espera

Ah, os verbos. Por isso adoro a fala mãe, que requer cuidado em dizê-la. Como os verbos ser e estar, tão diferentes para nós, tão iguais em outras línguas.
Hoje pensei de novo sobre eles. Sou feliz, mas não estou. Sou, eu, em meu ser, em minh'alma, uma pessoa extremamente feliz, leve, de bem com a vida. Ela, a vida, que tem deixado a desejar, talvez tentando me ensinar sobre ela mesma, talvez tentando me persuadir a deixar as coisas como estão.
Mas sou movida por sonhos. Ingênuamente movida a sonhos. E ai vem um vento mineiro, morno e com cheiro de quero mais, que me diz que "sonhos são como deuses: se não se acredita neles, deixam de existir". Sim, sonhos, tantos. Meus. Muitos já deixados para trás, outros novos, beirando o caminho. Sim, sonhos tantos, que ainda hei de realizar.
Sim, sonhos, muitos que ainda hão de chegar.

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