sábado, 21 de novembro de 2009

Revelação


Prestando atenção às chatices do dia, vi o quanto a falta de privacidade me incomoda. Altera-me quando não tenho. Acho chata essa imposição da vida de que nós, mulheres, mães, não temos direito a ela. Uma salva de palmas às raras mães/mulheres que deixam na mão dos homens as tarefas do dia a dia. Não só os enfadonhos ir e vir, mas também as paradas, tantas, para prestar atenção aos seus ao redor. Meu sonho de consumo.

Eu dona de mim e mandante. Ele servo obediente.
Meu filho está de férias. Uma mãe sabe o que isso significa. Ao invés de paz em casa, tumulto. Parece ligado em bateria recarregável. Não para de falar, nem muito menos de pedir a a atenção. E ai parece que cria um círculo vicioso - ou seria melhor dizer circo? - ao seu redor. Até o cachorro se vê no direito de me buscar. Perguntas como " o que vai ter de almoço" as nove horas da manhã, ou " o que vamos fazer hoje" por vezes, descontrolam-me. Sentada em frente ao computador, mil ideias a escrever , perco o chão. E a estribeira.

Deve ser por isso que tomo tantos banhos nas férias, meus oásis.
Mas, enfim, a vida segue e eu me pergunto até quando. Dizem que filho criado é trabalho dobrado. Hoje ele foi passear em outra cidade com amigos. Talvez eu aproveite melhor meu dia. Talvez sinta falta. Talvez veja que é na adversidade que crio mais.

Que seja ela, a princípio, a minha inspiração, o meu bem estar...

Um comentário:

  1. É só uma fase amiga...
    Na próxima o vais reclamar do silêncio e da saudade desses dias de "muvuca caseira"...
    Meg

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