sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Saberes


Hoje começam as férias de meu filho e acabam o meu silêncio produtivo. Levantei cedo, de surdina, e logo estava ele atrás de mim. Nem meu sossegado banho matinal foi possível. Chego a pensar que não vou mais escrever. Chego a pensar que não haverá mais um minuto sequer que possa estar a sós com as Joyces que me habitam. E olha que ele já é um adolescente...

Posso ter duas saídas. Uma, encrencar e levar o barco num mar revolto, cheio de "chega para lá". Outra, usar de minha sapiência - e de muita paciência - e conseguir contornar as coisas. Ver o mar, ali, revolto, e deixar que as ondas me levem para um lugar mais calmo. Como a dica para não se afogar. Quanto mais me debato, mais afundo.

Hoje começam as férias de meu filho e temos muitos dias ainda pela frente. E planos diferentes. Eu pretendo dar uma geral na vida, coisa que faço todo final de ano. Gavetas, armários, roupas, pensamentos. Talvez uma aula de dança, quem sabe. E me exercitar muito, corpo e alma.

Ele , pelo que diz, pretende aventurar-se - que tanto faz na frente do computador ou da vida. Faz, sim, muitos planos, e em todos me inclui. Passa para mim a responsabilidade total de ser feliz.
Ah, se ele soubesse que a felicidade está nas coisas não planejadas do amanhã e sim da vivência do hoje, ai sim, teria, umas boas férias...

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