quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Viva


Acordei bem cedo para caminhar, quando a cidade ainda ensaiava acordar. Como é fascinante essa hora do dia! Um mundo lavado pela noite. Perfumes inebriantes das flores acordando, a luz diferente do sol se espreguiçando. De sons, só o feliz canto dos passáros começando um novo dia.

Fora o frescor, ah, o frescor matinal. Arrepiou-me o corpo e a alma.


Nesse cenário, caminhei, lenta, sem pressa. Esqueci frequencímetros e regras. Aproveitei os poucos momentos de paz e enamorei da vida. Senti na pele o bem viver. Senti a mágica alegria de estar viva. Sorvi o perfume de um novo dia. Meu sorriso no rosto, meio tímido ainda, denunciou os prazeres, tantos. Estes, tão simples, renegados, esquecidos em meio a horários e papéis. Estes, onde vemos a prova de algo maior. Nosso presente diário. E eu, viva.

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