segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Inusitado


Estou em pleno bairro nobre de São Paulo para uma parada antes de pegar estrada para as festas de Natal. O típico almoço em shopping, caminhadas intermináveis vendo vitrines, um café para finalizar. Programa paulista, diria.
Mas na chegada ao apartamento, a supresa viria pelo janelão da sala: saguis. Casal de filhotes seguindo a mãe entre os ramos da ameixeira que chegava fácil até o segundo andar. Se contasse , ninguém acreditaria. Mas pode apostar, a mais pura verdade. Feito crianças, corriam de um galho para outro, e se aproximavam cada vez mais de nossa janela. Espanto e alegria, com cenas gravadas para sempre na câmara fotográfica, filme e foto. Presente, o ver e sentir, nas gargalhadas e euforia, minhas e de meu filho. Enfim, ali, em meio à tarde de domingo, o verdadeiro espírito do Natal. O saber-se vivos, a vida na janela. O inusitado que veio do menos esperado.
Disso que falo dos pequenos presentes. Disso lembro quando falo das pequenas alegrias. Do nosso divertir vendo criaturinhas tão encantadoras. De nossa gargalhada sem ensaio, nossa fuga das regras de salões. E em plena grande metrópole. É, até São Paulo tem sua selva...

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