quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Metamorfose


Esta semana me ligaram. Fui uma das escolhidas - eu não, expliquemos: um texto meu - em um prêmio literário da cidade onde vivo. Minha primeira vez, pelo menos por aqui.
E pelo menos depois que reaprendi a escrever.
Sim, reaprendi. Escrevo desde os seis anos ou até antes disso. Aprendi com meus irmãos muito antes de entrar numa sala de aula. Poeticamente, comecei a devanear já com sete - tenho até um caderninho para provar. Fazia poesias, umas até hoje lembradas, a título de gozação, por um de meus irmãos. Aos 13 participava de concursos estaduais, menções honrosas a parte. Depois disso, textos carentes do tempo de aborrescente, em cadernos enfeitados com flores e corações.
Anos se passaram e ainda colocava em papéis perdidos meus desabafos de mulher. Mania. Ressurgi das cinzas de me esquecer no final do ano passado. Deixo aqui, todos os dias, um pouco de mim. Resolvo aqui, todos os dias, meus conflitos internos, tantos. Ou tento. Aqui me trato e me alimento. Ou tento. Aqui começo o meu dia. Bem ou mal , sempre. Aqui parece que deixo o mal para trás e me transformo.
Meu casulo? Talvez. Entro lagarta e saio borboleta.
Simples assim. Simples palavras.

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