sábado, 5 de dezembro de 2009

Saber viver

Assisti, ontem, um programa sobre a longevidade japonêsa. Comer certo, pouco e com calma era uma das dicas. Manter o corpo e a mente ativos, outra. Coisas bem difíceis de se fazer, penso eu. Mas o que mais chama a atenção é a alegria. Sempre que mostram pessoas que passaram dos cem anos - quem nos dera - elas tem um sorriso especial estampado na cara. Eu mesma já tive muitos pensamentos em torno disso. Tenho em mim que a raiva, a mágoa, o nervosismo por nada, enfim, o não saber viver leva às doenças do momento: cancêr, Alsheimer, Parkhinson. Não sei se tem algum estudo nesse sentido, mas tenho essa convicção, minha, de que tem alguma relação. Por vezes até a obesidade, em pessoas que parecem sempre alegres, até demais. Uma alegria externa mas muita mágoa para si. Como se a comida fosse uma forma de se resguardar do sofrimento, como se suprisse algo.
Isso eu sei, falo de carteirinha em punho. Pego-me devorando comida quando sinto-me rebaixada, preterida, mal amada. E ali, nesse momento, tanto faz o que estou comendo, vale a quantidade: muita.

Mas penso que em só saber disso, já estou no bom caminho. Quero viver muito, e bem. Ter ao meu lado pessoas que me amam de verdade. Uma vida simples, sem falsas luxúrias, mas regada de alegria e amor. Acordar ao lado de quem quero, receber em minha casa as pessoas que me trazem sorrisos, beijar a Vida da minha forma mais apaixonada. Uma vida leve. Quem sabe até lá aprendo a comer como os centenários, porque sorriso na cara e alegria de bem, viver eu já tenho. E muita!

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