quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Assumindo


Ando quieta e bem me conheço. Ando fugindo até de mim mesma. Dos pequenos e dos grandes problemas. Não sei se é uma velha tática de esperar que as coisas se resolvam - ou dissolvam - sozinhas (talvez a chuva fina as leve?).
Ou como se a própria inércia trouxesse mais inércia - assim como energia gera mais energia, dizem. Nesse tempos de tudo esperar, quase me desespero. E tudo paro. O amanhã vira meu álibi, meu fiel escudeiro. Até minhas unhas voltaram a passear em minha boca, após duradouro e esperado esquecimento. Passo o dia num degladiar incessante entre meu anjo e meu demônio. Ficam os dois a discutir, cada um falando em um ouvido, deixando-me louca.
Por outro lado, ainda é Janeiro. No meio dele, sem ter tido férias de verdade (se a cabeça não para...), tenho pressa num mundo parado. Ou seria meu tempo de ruminar?
Então...gosto de ser e estar positiva. Dar aos outros só o que tenho de bom. Escrever para animar. Mas a palavra do dia - e já se vão tantos - é crise. Estou em crise, afogando-me num mar de mim mesma, tentando respirar. Amarrada em mim mesma, sem querer me movimentar. Precisando de uma real parada. De um silêncio interno que se perdeu entre idas e vindas, no deixar-me levar pelo que querem os outros, e não eu. Enfim, de um ar para respirar.
Se pelo menos saísse de minha boca esse gosto de féu...

Um comentário:

  1. JOyce. Por total falta de tempo, estive afastada das minhas lidas quase que diárias do teu blog.... Mas é incrível como quando leio é E XA TA MEN TE o que se passa comigo! E X A T A M E N T E. Diferentes fases, diferentes momentos, extamente iguais. Chega a assustar. O de hoje está perfecto!

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