quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Caminhar


Ah, as promessas vãs. Tenho tentado não fazê-las - a não ser a mim mesma, que me suporto e tento entender. Certinha como sou, fico me cobrando o cumprimento delas. E vejo ao meu redor tanta gente prometendo coisas que sabe que não vai cumprir...
É que eu chamo de síndrome de final de semana. Ou de férias. Ou de virada do ano. Ou até dos apaixonados. Parecem tão simples, tão palpáveis. E no momento seguinte somem no ar. Fica no outro a sensação do vazio. Não gosto. De sorvetes a vida, não ponho na boca o que não sei se farei. Ou digo, mas já com as ressalvas da hora.
São tantas as promessas que escuto...Vou parar de beber. De fumar. Começo o regime segunda. Depois das férias eu volto a me cuidar. Quando eu voltar, a gente se acerta. Esse ano vou mudar meu jeito de ser. Palavras vãs, empurradas para o futuro. Amanhã, depois, neste ano, um dia. Ficamos fadados à espera do incerto. Ficamos no calendário futuro. No hoje, nada a declarar. Hoje deu sol, amanhã nada sei. Hoje estou viva, amanhã não sei. Por isso tenho tentado viver o hoje. E sem muitas promessas de ser, ter ou fazer. Não se trata de ir levando a vida. Trata-se de viver. Lembro que para se chegar a algum lugar, o primeiro passo tem que ser dado.
Esse. O de hoje. O de agora. Sempre se sabendo onde se quer chegar...

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