segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Mergulho


Mesmo que a maré se modifique, na sua profundeza continuam vivas as maiores belezas e delícias da vida...
Recebi essa frase no meio de um poema. Achei de uma felicidade imensa, quase um banho morno na luz do dia que começa prometendo tempestades. O pouco que sei do mar, sei que pode estar bem revolto por cima, e que quanto mais se mergulha, mais calmo ele fica, apesar do escuro.
Mergulho. Vou fundo. Quase em êxtase. Sonho com um fundo de mar luminoso, cheio de encantamentos, feito criança feliz. Sonhadoramente feliz. Não que não haja nele perigos, mas perigos vêm de ameaças que fazemos. E não pretendo fazê-las.
Mergulho, vou fundo, feito um sonho. Não necessito de nada além de minha confiança. Meu espírito infantil não se deixa amedrontar pelos medos. Só se deixa levar. Vou ficar aqui até que as águas de cima se acalmem. Que se acomodem. E que eu possa, enfim, voltar...
Ah, que bom se a vida fosse assim. Feito um belo mergulho no mar. Um boiar em águas mornas e tranquilas. Um silenciar de alma que só o mar tem. Ah, que bom se a vida fosse esse eterno navegar em águas claras...mas é bom sabê-las lá, cada vez que eu precisar!

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