domingo, 17 de janeiro de 2010

Sem pipocas


Ver um bom filme torna-se quase uma meditação para mim. Preciso de um silêncio infinito, um momento só meu, sem interferências vãs. E neste interim, vão caindo muitas fichas. Revendo o filme do Benjamin Button caíram muitas. Do bem viver, do bem amar, das circunstâncias da vida. E de como aproveitamos mal tudo ou todos que nos são caros. De como esquecemos como somos ao longo do tempo, como deixamos de lado nossos sonhos. No final da vida, restam as mágoas, pelo que tenho notado. Deixamos isso por causa dos pais, aquilo por causa dos companheiros. Depois, fazemos de um tudo pelos filhos. E de novo pelos pais. Quem sabe pelos netos. E quando vemos, a vida passou e não vivemos para nós.
Deveríamos, sim, fazer filmes nossos. Quem sabe com reprise dos melhores momentos. Volta e meia me dou a esse "luxo" de voltar no tempo, relembrar as coisas que fiz e que fizeram toda a diferença. Não perco mais meu tempo nas divagações do tipo " e se". A vida são escolhas, caminhos que escolhemos - ou somos levados a tal - a cada dia, a cada hora, a cada segundo de nossas vidas. Umas por mero descuido, outras quando atentos. Para umas , pensamos demais, para outras vale o impulso do momento. E ainda há as impostas, os becos sem saída (pelo menos assim os vemos no momento...). Mas sempre é bom resgatá-las, nem que seja para ver o quanto repetimos os mesmos erros, o quanto pegamos os mesmos atalhos - muitas vezes só nos dando conta quando o precipício, sempre o mesmo, reaparece em nossa frente.
Por isso eu digo: ver filmes sempre representam uma meditação para mim. Nem que seja o filme de mim mesma...e sem pipocas!

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