sábado, 23 de janeiro de 2010

Sutil


E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
E quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
E quando eu estiver bobo
Sutilmente disfarce
Mas quando eu estiver morto
Suplico que não me mate,
não dentro de ti
Essa letra da música Sutilmente, do Samuel Rosa e Nando Reis tem muito de mim.
Pelos menos hoje.
Sou tão certinha que tenho vergonha de assumir que não estou bem. Que não estou feliz. Afinal, diriam os mais crentes, infeliz porque? Tenho saúde, pernas e braços. Eu enxergo, sinto cheiro e gostos. Não sou um gênio - e nem suportaria ser num mundo assim tão básico! - mas , digamos, não sou aquém das expectativas dos outros. Já fiz minha fama, mas ainda não entregaram minha cama, contrariando o ditado. O que me falta?
Não sei. Tenho um vazio dentro de mim. Um faltar. Talvez eu saiba e não queira assumir, assim , publicamente (sempre sabemos, no fundo...). Talvez seja essa espera pela Vida, incessante e (in) cansável. Ou talvez nada, frescura de mulher, como dizem por ai.
Hoje estou quieta, feito vulcão antes da explosão. Ou o silêncio que a Terra faz antes dos tsunamis. Quiçá seja o silêncio refrescante que antecede um novo e belo amanhecer.
Hoje o silêncio. Amanhã, o não sei. Ou me calo ou explodo.

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