segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Vivendo


Tenho aprendido uma coisa que levei décadas para conseguir: não esperar nada de ninguém. Nem da vida, nem das outras pessoas, nem de mim mesma. E como isso faz diferença!
Lembro dos tempos de jovem quando ficava horas - as vezes dias - a esperar um telefonema que não veio. Um contato, um retorno, amoroso ou profissional. Hoje não. Arrisco mais e me sinto bem assim.
Hoje sou mais atirada. Não de um precipício, nem de cabeça. Mas não sou mais tão meticulosa, não sou mais tão cuidadosa - nem ingênua - como costumava ser. Levo a minha vida como dá, dando de mim o melhor no que quero e enrolando no que nem ligo. E se não deu, procuro não me descabelar tanto. Nem ficar ruminando mentalmente para saber o que deu errado. Deu, assumo, pronto. Pensar, teorizar, lamentar só traz sofrimento. E desse meu caminho já está cheio -
mas nem por isso eu me rendo.
Não esperar. Ou como diriam alguns: a fila anda. E se eu achar de novo, a mesma coisa em meu caminho, ai sim darei atenção. A vida, dizem , é uma grande festa. Não quero ficar ficar nos bastidores esperando a minha vez. Nem ficar de lado vendo os outros viverem. Entro no salão, seja qual for minha posição, dama ou gata borralheira. Quero ver a vida de frente, ao vivo, e não saber dela pela boca dos outros. Quem sabe , um dia destes, ela me tira para dançar?

Um comentário:

  1. Aiiiiii. Eu não aprendi nada disto ainda! Joyce, será que vou conseguir? Ma

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