quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Alice


A vida é engraçada. Estamos constantemente em um revival. Um jeito de se vestir, uma música a escutar, uma história a se contar. Estamos de novo na "Era de Alice", aquela mesma, do conto infantil Alice no País das Maravilhas ( de Lewis Carroll, considerada obra clássica da literatura inglesa. Uma das interpretações diz que a história representa a adolescência, com uma entrada súbita e inesperada - a queda na toca do coelho...mas teve leitores como Oscar Wilde e a rainha Vitória...blábláblá). A que procurava não sei o que num mundo de uma louca fantasia. Não me lembro bem da história. Na verdade, encantou-me mais o coelho com pressa ( "é tarde, é tarde, é tarde é muito tarde"...) do que a menina, que achava sem graça.
Eis que a história sai dos amarelados livros e ganha as telas de cinema mais uma vez ( e não só como desenho!). E ganha as passarelas. E vira uma tendência de moda - acredite se quiser. Um inverno de peles alvas e batons vermelhos da Rainha Branca. De vestidos de babados e botinhas românticas na pele livre de cores da própria Alice. Na onda, lançou-se maquiagem, batom, esmaltes e muito o mais inspirados na obra. Se vamos gostar, não sei. De usar, talvez não, mas não vejo a hora de ver Johnny Depp como o Chapeleiro Maluco...
O conto tem muito a nos dizer, sobre escolhas e charadas que se põem em nosso caminho. Somos todas Alices, muitas vezes sonhadoras, outras realistas e amargas demais. E descobrimos, a várias alturas dos acontecimentos, que a vida é feita de escolhas (já divaguei sobre isso aqui...). E se pensarmos assim, de forma bem lúdica, parece que fica mais fácil: quero ser infeliz ou feliz? Fraca ou forte? Vencida ou vencedora?
Afinal, enfrentando a vida dessa maneira, seria bem mais fácil seguir o conselho do criador da personagem:
"Comece pelo começo, siga até chegar ao fim e então, pare" .

(Lewis Carroll)

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