sábado, 6 de fevereiro de 2010

Baú



Ontem, por conta do calor demasiado, acampamos, eu e meu filho, na sala de estar. O frio do piso de cerâmica e o ventilador sobre nós - além do gostinho de aventura, é claro - fizeram-nos dormir feito anjos. Até o cachorro entrou na festa.
Arrumada a bagunça, pûs-me a pensar , de novo, nas tantas formas simples de ser feliz. Acho que a primeira regra é não tê-las. Ontem lavamos o cachorro na varanda, aproveitando o sol de 40 graus. Depois comemos sorvete, juntos - e direto do pote! - em frente à televisão. Terminamos a noite nesse dormir improvisado.
Felizes, ontem e hoje.
Relembrei o quanto nos contentávamos com pequenas alegrias quando criança. O verão era um festa. passávamos meses na casa de praia, ainda de madeira. Banho no rio depois da praia ( com sabonete e tudo!), sopa quente quando a noite esfriava, pão feito em casa e doce de fruta no pote. Até dos banhos nas bacias de alumínio tenho saudades.
Ah, e as redes de balanço, quanta festa! Uma infinidade de atrações em uma peça só. Pendurar-se de todas as formas, cochilar no silêncio do fim de tarde, balançar levemente ou apostar quem ia mais alto. Para os pais, perigo, para nós, barco pirata, carro, avião.
Nessas horas discordo de Mario Lago , que disse :
"O tempo não comprou passagem de volta.
Tenho lembranças e não saudades".
O que eu tenho é saudade...e muita...

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