sábado, 20 de fevereiro de 2010

BB


E o que você diria de Brigitte Bardot? Sonora, até no nome. Ou simplesmente BB, o que a torna mais sexy ainda. Nascida Brigitte Anne-Marie Bardot em Paris. Atriz, cantora, mulher. Mas não só isso. Virou símbolo sexual por décadas. Começou como capa de revista, incentivada pela mãe (sempre elas, colocando em nós seus próprios sonhos...). Estreou no cinema aos 17 anos e no mesmo ano, após dois anos de namoro à revelia dos pais, casou-se com Roger Vadim ( seu olheiro, mentor, amante e amor). Em seu segundo filme, apareceu de biquini, o que fez com que seu pai (sempre eles?) recorresse à Justiça para impedir que as cenas fossem levadas ao cinema. Sem sucesso. Como sem sucesso seus outros tantos filmes (fez 17 em apenas cinco anos). Até estrelar (palavra certa!) em E Deus fez a Mulher (1956) sobre uma adolescente amoral numa sociedade fechada. Sucesso. E escândalo mundial. De menina rebelde a sex-symbol, retratada nua na película de poucos minutos.
Provou, anos depois, que podia ser, sim, linda e ótima atriz. Linda e inteligente. Linda e completa. Casou-se 4 vezes. ( uma"devoradora de homens" para a época). Foi musa inspiradora de letrados homens - John Lennon e Paul Maccartney, Bob Dilan, Elton John, Billy Joel, Caetano Veloso e até os "moderninhos" Red Hot Chili Peppers ( é, a sedução de BB ultrapassa o tempo...). Tocou, cantou, seduziu. Amou. Foi amada.
É. Viveu.Vive. Não mais sob os holofotes, mas lutando pelo que acredita: liberdade de homens e animais. E dela mesma.
Que lição podemos tirar- se é que já não o sabemos, apesar de nos fazermos de cegas? Mulheres que se atiram na vida. Que VIVEM ( assim, mesmo, com letras maiúsculas). Não são somente seguidoras de regras. Nem meras acompanhantes do relógio de outras vidas. Nem coadjuvantes. Nem se atem ao que os outros querem ou pensam. Elas SÃO. Sãs as Carlas, as Jacques,
as raras que descobriram a força que tem.

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