sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Carlas


Muito já falei da força de toda mulher, dessa força interna, suave, da qual pouco usamos - se é que um dia descobrimos. Não basta ser forte. Não basta ser linda - implícita aqui toda a beleza. Não basta ser sexy. Nem a sandália de tiras finas. Vide tantas Marilyns que acabaram antes de começar.
Falo da mulher que se descobre como tal. Invejo, no bom sentido.Usam disso a seu favor, de uma forma bem pensada. De uma forma sorrateira, livre, leve. Não passam por nenhum lugar sem deixar sua presença marcada, seja pelas suas atitudes frente à vida, seja pelo simples passar. Lembre-se de Jacqueline Keneddy e Brigitte Bardot e entendera do que falo...
Um exemplo mais atual? Carla Bruni. A menina nascida em berço embalado de boa música ( mãe concertista de piano ,casada com um industrial e compositor clássico ) veio ao mundo para brilhar. Não antes de passar por um exílio forçado antes mesmo dos dez anos. Do exílio , passado da França, deve ter vindo esse ar francês. Viveu bem: largou os estudos para ser modelo ( foi uma das 20 mais bem pagas do planeta) e conquistou belos homens (Mick Jagger, Eric Clapton, Kevin Costner, entre tantos). Herdeira de uma fortuna , não desperdiçou a vida vivendo à toa. Descobriu a linda voz. Redescobriu-se. Compôs. Virou cantora. Viveu ( "Continuo a ser criança, apesar de meus 40 anos, apesar dos meu trinta amantes", diz uma das letras ).
E vive!
Hoje é primeira dama da poderosa França ( "Meu homem, eu enrolo e fumo"/"[amor] mais mortal que a heroína afegã, mais perigoso que a branca colombiana", letra onde fala de sua paixão por Nicolas Sarkozy). Quebrou paradigmas, mostrou-se nua, mostra-se amada e amante. Sabe do poderio de suas armas . E as usa muito bem. Comporta-se bem em frente à rainha e comporta-se mal entre quatro paredes.
Pode invejar. Mas não essa inveja mesquinha que assola nossas mentes. Tenha, sim, uma inveja boa, dessas da qual se tira proveito. Da qual se aprende alguma coisa. Daquela que faz você acreditar no sabor de ser Mulher. Esqueça tudo o que você aprendeu. Esqueça tudo o que você faz. E ache dentro de você a "Carla", que todas temos e que tudo pode.
Desde que use as armas - certas - de se amar.

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