sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Colombina


Ah, Carnaval...Para uns festa, para outros, como eu, silêncio imposto. Não que não goste, longe de mim! Na verdade, amo. Aquele de bloco, de rua ou clube, onde, mesmo que por poucas horas, somos nós mesmos. Bichos soltos.
Porque amo a alegria, seja ela qual for. Não a engarrafa e servida em copos de plástico. Não a que me vem pela televisão. Não da falsa alegria violenta. Gosto da alegria pura, da cantoria nas ruas, da fantasia de cada um. Da minha. Das marchinhas que embalam as descidas. Do soltar-se para a vida. Do vivê-la intensamente, mesmo que pouco. Do mergulho na festa. Da brincadeira. Do chiste, do deboche, do jogo de máscaras. Do vestir a minha fatasia e sair por aí, com a máscara de mim mesma .
É... a Vida que me aguarde. Vou ser uma velhinha louca de pedra.


Tristeza
Por favor vai embora
A minha alma que chora
Está vendo o meu fim
Fez do meu coração
A sua moradia
Já é demais o meu penar
Quero voltar aquela
Vida de alegria
Quero de novo cantar

(Tristeza, marchinha de Haroldo Lobo e Niltinho)

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