segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Divã


Muitas vezes a gente se firma numa opinião que custa a se modificar. A minha, que tenho quebrado com muito bom gosto, é sobre filmes brasileiros. Há um certo - muito! - preconceito sobre esse universo, talvez baseados nos tantos e tantos filmes onde, se não tivesse a tal "sacanagem" como a gente mesmo taxava, não era filme brasileiro. Assistimos qualquer coisa que seja americana, mas relutamos para ver o que está se fazendo aqui.
Tenho assistido alguns - bem menos do que devia, mas não por má vontade e sim, por ignorância. Cidade dos Homens, Mulher Invisível, Divã, Verônica (esse me deixou pasma...) eu vi numa tacada só, pegando no vídeo cube. Se eu fosse você, os dois, vi no cinema. Levei meu filho, que adorou. Meu nome não é Johnny também, achei que ele precisava ver. Não posso deixar de citar o meu predileto - O Auto da Compadecida - que já vi e revi tantas vezes e sempre me emociona o discurso de Nossa Senhora ( com a fantástica Fernanda Montenegro) ...e a frase inesquecível de Chicó (Selton Mello): " não sei, só sei que foi assim....". Não dá para perder Olga , nem Central do Brasil, mas ai já estou entrando na lista dos "obrigatórios". Vi outros, bons ou nem tanto, mas que não lembro os nomes ( coisa minha, sou péssima para isso). Ou deve ser porque eram comédias de mais. Outros, confesso, não fazem meu gênero. Não gosto de muita violência ou do humor escrachado. Nem histórias onde se chora copiosamente...de amarga, já chega a vida, dizem!
Ah, mas Divã, com a Lília Cabral, baseado no livro homônimo de Martha Medeiros, esse me deu arrepios pela veracidade. Da boca da personagem saiam frase "minhas", "roubadas" de tantas e tantas noites sem dormir. Ou de textos não publicados. Sou Mercedes, eu pensava. Somos, todas nós. Estou até lendo um livro da autora - Doidas e santas - para ver até onde ela teve a ousadia de me roubar as ideias da mente.
Meu divã, Martha, é esse computador, onde sento todos os dias e me (d)escrevo...

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