segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Filosofando


Lendo Nietzsche ( filósofo alemão, 1844-1900) para minha aula, como ouvinte, de Ética. Assim falava Zaratustra. Lendo-se assim, para quem não conhece, mais parece grego, como dizemos. Ah, mas nele, tanta compreensão de mim e dos meus. Pessoas e mundo que me cercam há anos... "Redondos, justos e bondosos são eles uns com os outros, como grãozinhos de areia são redondos, justos e bondosos com grãozinhos de areia". Achei esse trecho em meio ao texto. Quem já não se sentiu um grãozinho, minúsculo, fora do potinho? Fora de sua praia?
Eu, muitas vezes. Primeiro por ter sido uma menina gordinha. Depois por ter sido uma menina não tão rica quanto outras. Ou nem tão safa. Depois por não ter sido moderninha a contento (só isso dava um novo texto, quiçá um livro...). Já na faculdade, por não ter sido louca suficiente. Como profissional, por não ter sido sido suficientemente obediente. Nos amores, por não ter sido casta a contendo das sogras sonhadoras e seus falso puritanos filhos (ah, mas me amam, sogras e filhos, até hoje...). Hoje, sou, por não ser uma igual. Ou não ser quem eles querem que eu seja. Nunca fui. Não serei. Até que a morte nos separe.
Mas como disse outro filósofo, Kant (1724-1804), que "a virtude significa uma força moral da vontade", lutei. Sempre. Desde pequena. Uma lutadora silenciosa. Aquela de quem nada se espera. Pequei, sim, conforme Aristóteles. Peco, sempre, pela excesso e pela falta. E que me crucifique Platão, que me use como (mal) exemplo, mas se virtude é a purificação de todo e qualquer prazer, ah, que me queimem em praça pública!
Sem eles, não sou. Eu? Eu sou mais Leila(*)...
(*) Ela, a "Diniz"...

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