segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Viagem


Voltei. Estava apresentando Buenos Aires ao meu filho. Só eu e ele. Rica experiência, dessas de colocar no livro da vida em páginas douradas.
Buenos Aires me diz muito. É um aula a céu aberto da plena convivência do novo e do antigo, do ontem e do hoje. Caminhamos por aquelas ruas sem parar. E a cada quadra, uma surpresa. Para ele muitas: nunca havia saído do país. Outra moeda, outra língua, outro viver.
Para mim um reviver de um tempo muito bom que ficou para trás. E um me virar sozinha, sem o acostumado apoio de sempre, de alguém que resolva e faça tudo por mim. Administramos tudo juntos, eu e ele, passeios e gastos. Vimos tudo com olhos curiosos, além dos simples olhos de turista. Provamos sabores, sentimos cheiros, admiramos cores. Café, couro, sorvete, flores, tudo.
Das folhas pelo chão às sacadas lotadas de plantas e vazias de gente. Das ruas sossegadas da Recoleta ao empurra-empurra do Camiñito. Do que antes era glamour e hoje virou pesadelo. Do pesadelo do porto que hoje virou Madero. Do glamour do Café Tortoni que não se perde no tempo. Um saber sem tempo, sem medos e sem senão.
Viajar é isso, meu filho, penso eu. Um conhecer, um desfrutar, um experimentar sem fim. Um arriscar. Apostar. Uma bela lição de ser feliz.

Um comentário:

  1. Buenos Aires!!!
    Quanto ainda a ser descoberto...
    Um pedaço da Europa bem ao nosso lado.
    Bjs,
    Meg

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