domingo, 28 de março de 2010

Achado


"Quem nunca se perdeu no outro, jamais se encontrou".
Essa frase de Manoel Afonso de Mello, encontrada por mim numa camiseta em plena livraria, despertou o que penso hoje, e li: quem nunca se perdeu no Outono, jamais se encontrou.
O Outono me chegou como previsto, cheio de imprevistos. Mal começaram a soprar seus primeiros ventos, muitas novidades. Algumas folhas minhas estão custando a cair, muito mais lentas do que o esperado; enquanto outras, apressadas, caíram todas, juntas, de rompante, deixando meu dorso nu. E eu, sentada agora a escrever com vista para meu novo mundo, deixo-me levar pelo frescor desse vento que me diz: acalma-te! Espera!
O que é teu , virá!
Ah, belo Outono. Começou com novos cheiros e gostos. Fez de mim - e faz - uma nova mulher. Como se tirasse de mim o meu melhor. Meu lado mais feminino, meu lado mais potente e forte. Como se me desse novos rumos, novas razões de me ser. Novas razões para um velho ser.
Ah, que belo Outono.Trouxe consigo seus melhores ventos. Trouxe folhas amareladas de bons ensinamentos. Trouxe um vento renovador que veio para ficar.
Aprendo como é preciso perder-se para se encontrar...

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