quinta-feira, 11 de março de 2010

Calada


Meu já conhecido fetiche pelas palavras cresceu. Virou tara, se for pensar no seu lado, digamos, animal. Ou Amor, se pensarmos sob um ângulo mais romântico, uma veia mais poética, não minimalista. Devo esse crescimento não a mim mesma, mas à vida, que tem me presenteado com muitas delas, tão sentidas que me tem feito corar. Ou me apaixonar mais, se é que isso é possível. Hora me fazem saltar a fêmea interior, hora a menina, que vira mulher.
O poder das palavras me atrai. Por vezes me escraviza. Mutila-me. Ou me reforma. Até a pele melhora. Feito um Spa do Amor, invade meu ser e me torna mais lívida, pura, sentida.
Ai, as palavras. Imã. Seguem-me. Atraem-me. Cedo, logo cedo. E me entrego de corpo e alma. Deixam-me sensível. Inteiramente entregue. Nua. Delas.
Calada.

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