quinta-feira, 18 de março de 2010

Caminhe!


Está de mal humor? Caminhe. Triste? Mais um belo motivo para tal. Estressado? Nada mais relaxante. Caminhar, ainda mais logo cedo, tendo o sol preguiçoso como companheiro, é tudo de bom. Acorda os músculos, ativa a mente, relaxa a alma. E pode ser o exercício para tantos outros sentimentos. Os cheiros do caminho , de café recém passado à flores desabrochando, atiçam o olfato. E os olhos agradecem a luz da manhã e seu brilho suave. Sinta na pele o arrepiar do ventinho fresco matinal, ao mesmo tempo que seus músculos vão se aquecendo com o sol e com o sangue melhor circulando. Vá treinando também seu silêncio, tão raro, alternado com bons dias ao Deus dará, sem nem esperar resposta.
Mas não caminhe distraído de tudo. Atenha-se às passadas firmes, brinque com elas, hora rápidas, hora lentas. Faça esse jogo com as pernas, sinta nas fibras de todo o seu corpo a resposta imediata a tais impulsos. Converse com seu corpo, veja o que ele quer. Se está precisando de piques ou de um simples levar. Veja o que seus braços querem, se dançar ao sabor das passadas ou ficarem tímidos apenas te acompanhando. Brinque com os músculos sempre esquecidos da face. Mecha-os, comprima-os e relaxe-os, nem que seja fazendo caretas ou cantarolando (relaxe, ninguém na correria da manhã tem tempo para pensar de está louco/a ou não...).
Não, não caminhe distraído de tudo. Só dos pensamentos incessantes. Fuja deles. Faça da simples caminhada, meditação. Basta distrair a mente, zombeteiramente. Brinque de esconde-esconde com os pensamentos que te vem. Deixe-os loucos focando seu pensamento na sua respiração. Ou no nada. Ou numa música que não sai da sua cabeça. Cantarole se for preciso. Faça pouco caso deles. Voltaram mais simpáticos, mais humildes, menos donos de si e de sua mente. ganhe a batalha. Seu prêmio será sua calma e uma voluntariosa nova maneira de pensar.
Está vivo? Caminhe. Não há melhor forma de bem começar.

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