sábado, 13 de março de 2010

Torcida


Hoje meu rebento completa quinze primaveras. Ou quinze verões, dada a data e seu jeito vivo de ser.
Dizem-me candidata a vó. Longe da piada engraçada, mas de mal gosto - não por mim e sim por ele - sinto-me outra. Mais forte, mais digna da palavra mãe. Como se minha tarefa estivesse sendo como que completada. Como se meu projeto estivesse, enfim, virando obra, dependendo tão somente de leves acabamentos (mas não esqueço que precisam de ajustes constantes e de manutenção para o resto da vida).
Sendo eu, além de arquiteta, "escritora", posso dizer que finalizo um bom texto. Um texto doce, que comecei sem preparo e sem esperar. Um texto que caiu em meu colo ( ou seria dentro dele?), que surgiu em uma das páginas de meu dia a dia e que encarei
da melhor forma que pude. Ou soube.
Ai está ele, seja obra ou texto. Olho em seus olhos e imagino quanta coisa temos ainda para vivenciar juntos. Quantas conversas, duras ou amenas. Quantos olhares mudos. Quanto compreender ou repreender ainda. Quantas mãos dadas e beijos bem recebidos. Quanto a viver. Talvez reviver. Talvez repensar.
Hoje vejo como uma nova etapa. Deixo de carregá-lo no colo, de levá-lo pela mão. Caminho ao seu lado, mesmo que não me veja. Olho distante, mesmo que não perceba. E torço para que seja feliz. Esse, sim, o meu presente, sempre presente.
Sempre.

Um comentário:

  1. Parabéns. Ele é um fofo.Irreverente, engraçado, capaz de conversar qualquer assunto(até me assusta, às vezes), como se fosse uma caixa de surpresas.Jeito adolescente com "tiradas" de adulto.É muito mais do que uma madrinha poderia querer.
    Bj,
    Meg

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